Infecções Urinárias e Vaginais
Cuidados baseados
em ciência para a
saúde íntima da mulher
Impacto, riscos e a importância do cuidado adequado
As infecções vaginais e urinárias podem ser comuns na vida da mulher, impactando o bem-estar, a autoestima e a saúde. A automedicação ainda é frequente nesses casos, o que pode mascarar sintomas, agravar quadros, dificultar o tratamento correto e até causar recorrências.
Por que evitar a automedicação?
Cada tipo de infecção exige um tratamento específico.
O que funciona para candidíase, por exemplo, pode ser ineficaz (ou até prejudicial) em casos de vaginose bacteriana. O tratamento incorreto expõe a mulher aos seguintes riscos:
- Resistência de microrganismos, dificultando tratamentos futuros.
- Agravamento da infecção ou evolução para quadros mais graves, como pielonefrite ou infecção sistêmica.
- Mascaramento de sintomas de doenças mais sérias, como infecções sexualmente transmissíveis.
- Reações adversas e efeitos colaterais desnecessários.
A orientação médica é essencial para identificar o tipo da infecção, indicar o tratamento mais adequado e prevenir complicações futuras. A escolha do medicamento e da duração do tratamento deve ser individualizada.
Infecções vaginais e urinárias mais comuns e suas causas
- Candidíase vaginal: causada pelo fungo Candida albicans, provoca coceira, corrimento espesso e desconforto.
- Vaginose bacteriana: desequilíbrio da flora vaginal que leva ao crescimento excessivo de bactérias anaeróbias, com odor forte e secreção característica.
- Tricomoníase: infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que geralmente provoca corrimento, coceira e ardor ao urinar nas mulheres, podendo ser assintomática nos homens.
- Infecções mistas: ocorrem quando vários microrganismos (bactérias e/ou fungos) coexistem, tornando o tratamento mais complexo.
- Cistite: é uma infecção na bexiga, geralmente causada pela bactéria Escherichia coli. Provoca ardor ao urinar, desconforto na parte baixa do abdômen e aumento da frequência urinária.
Se você apresenta sintomas como coceira, ardência, corrimento anormal, dor ao urinar ou sensação de desconforto pélvico, procure seu médico de confiança.
O diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para restaurar seu bem-estar e evitar complicações.
Referências:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Gestação de alto risco: manual técnico. 5ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2010. Série A. Normas e Manuais Técnicos. [Internet]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/gestacao_alto_risco.pdf
Vieira-Baptista P, Stockdale CK, Sobel J, editors. Recomendações para o Diagnóstico e Tratamento das Vaginites [Internet]. International Society for the Study of Vulvovaginal Disease (ISSVD); 2023 Jun [citado 2025 Jun 4]. 208 p. Disponível em: https://colposcopia.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Recomendacoes_para_o_Diagnostico_e_Tratamento_das_Vaginites.pdf
Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas. Vaginites e vaginoses. In: Protocolos assistenciais em ginecologia. Protocolos Febrasgo n° 24 [Internet]. Brasília: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2018 [citado 2025 Jun 04]. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/images/pec/Protocolos-assistenciais/Protocolos-assistenciais-ginecologia.pdf/NOVO_Vaginites-e-Vaginoses.pdf
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